quinta-feira, 6 de março de 2025

Oficina de Documentário: contando minha história

No dia 6 de fevereiro de 2025, das 19h às 21h30 foi realizada a oficina Contando minha história: construindo e estruturando projetos de documentário, promovida pela Carpe Produtora e ministrada por mim. A oficina explorou um pouco da história e da importância do gênero documentário e algumas ferramentas úteis para o documentarista de primeira viagem estruturar seu primeiro projeto. A estruturação foi abordada através do processo que criei para desenvolver o projeto do documentário A Cidade do Medo, que passa pelas fases de: Ideia, Tema, Hipótese, Investigação, Argumento e Roteiro.

Cada uma das fases foi ilustrada com exemplos que o pesquisador Bruno Garbuio, o produtor Antônio Cortez (da Carpe Cultural) e eu extraímos da fase de pesquisa do filme, que investiga a história do período de industrialização da cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, nas décadas de 1950-60 e na luta pelos direitos dos trabalhadores da cidade nesse período, que culminou em uma passeata duramente reprimida pela Força Pública da ditadura militar em 1968.

A inscrição foi gratuita e ao todo a oficina contou com 23 participantes através do Google Meet e chegou a ter mais pessoas assistindo através da live aberta na rede social Instagram, chegando a contabilizar até 30 participantes simultâneos. Os participantes puderam fazer perguntas sobre o processo de elaboração e produção de documentários comigo e também tirar dúvidas sobre financiamento e distribuição com o produtor Antônio Cortez, que também participou da oficina.

A oficina é parte da contrapartida social do projeto A Cidade do Medo, que foi selecionado pela Lei Paulo Gustavo — Lei Complementar nº 195/2022, na categoria “Desenvolvimento de projetos”. Diversos contatos foram feitos com pessoas que viveram essa história e, apesar de estarmos na fase de pesquisa, diversas entrevistas foram realizadas ao longo do ano de 2024.

Acompanhe o blog para mais notícias sobre o andamento do projeto.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Copia, mas não faz igual!

Recentemente fiz um curso online sobre como usar ferramentas de Inteligência Artificial para aumentar a produtividade. É um desses cursos curtos para profissionais ocupados, com aulas de 10 minutos gravadas com profissionais bem-sucedidos de grandes empresas — e que não necessariamente têm vocação para ensinar.

Embora eu não seja fã desse formato, achei que para o público-alvo (do qual eu definitivamente não faço parte) ele funciona bem: uma hora e você termina um módulo; uma hora por dia e em uma semana: parabéns, mais um certificado para o Linkedin (o meu eu já postei).

Talvez essa ânsia de enfiar o conteúdo em aulas do tamanho de tuoriais não seja uma verdade absoluta. O curso que eu fiz é claramente um desses cursos-isca, com a principal função de pescar alunos para o conteúdo pago na masterclass final. A forma do curso me irritou, mas o que me preocupou foi o conteúdo.

Em boa parte das aulas, o professor ensina a utilizar uma IA generativa, que gera conteúdo através de comandos, ou prompts, e explica como escrever o melhor prompt possível para seu objetivo. Até aí tudo bem. O problema é que os alunos não são instruídos a criar um prompt que deixa a cargo da IA organizar o conteúdo que ele inseriu, e sim gerar praticamente o conteúdo todo. Com prompts do tipo:

"Crie uma apresentação para aumento da produtividade através de IA."

Um clique e a apresentação estava pronta. Não houve sequer um direcionamento do objetivo (em algumas aulas havia, mas ainda assim o conteúdo todo era gerado pela ferramenta).

Ao fim de todas as aulas os alunos são orientados a "checar o conteúdo gerado". Mas, convenhamos, qual a probabilidade de alguém que gera uma apresentação inteira numa IA generativa ter o trabalho de checá-la se nem o "trabalho em si" de criar a apresentação essa pessoa teve?

O problema aqui não é a ferramenta, mas a cultura que estamos criando ao redor dela.

A Inteligência Artificial é um passo importante no processamento de grandes volumes de dados e pode ajudar a aumentar significativamente a produtividade organizando ideias e resumindo relatórios para apresentações ou buscando padrões e cruzando dados para análise, por exemplo.

Mas estamos cada vez menos atentos e cada vez menos envolvidos. Estamos perdendo a oportunidade de usar a ferramenta a nosso favor. Ao invés de deixarmos a ferramenta fazer o trabalho pesado, estamos deixando ela fazer o trabalho todo. Isso gera um mundo cada vez mais morno, pasteurizado, rançoso: uma estrutura em tópicos caçados na rede e colados um ao outro com Super Bonder.

Quem garante que os roteiros do curso inteiro não foram escritos por uma Inteligência Artificial?

quarta-feira, 20 de março de 2024

A cidade do medo

Documentário relembra importantes capítulos da história empresarial e política da cidade de São Carlos

O documentário “A Cidade do Medo” busca através de entrevistas, matérias jornalísticas e documentos históricos rememorar alguns intrigantes episódios ocorridos nas décadas de 1950 e 1960 na cidade de São Carlos, importante pólo tecnológico e industrial paulista, durante a fase inicial de sua industrialização.

O projeto tece uma teia de acontecimentos para investigar a luta de trabalhadores locais pela criação de um sindicato e tem seu clímax no apoio deste sindicato à organização de uma passeata em prol dos trabalhadores do Frigorífico São Carlos do Pinhal, em 1968, reprimida pela Força Pública da Ditadura Militar. O episódio rendeu, entre outras, matéria no jornal Última Hora intitulada “A Cidade do Medo”.

Matéria de jornal com o título a cidade do medo
Jornal Última Hora de 16/08/1968 (reprodução)

O projeto foi selecionado pela Lei Paulo Gustavo — Lei Complementar nº 195/2022, na categoria “Desenvolvimento de projetos”, e está em fase de pesquisa e escrita do roteiro. Diversos contatos foram feitos com pessoas que viveram essa história e pré-entrevistas já foram marcadas já para o ano de 2024.

Acompanhe o blog para mais notícias sobre o andamento do projeto.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Alfabetização audiovisual na era das Fake News

homem apontando textos projetados na parede

Hoje, uma pessoa com um smartphone pode sozinha produzir, exibir e distribuir sua produção nas redes sociais. O audiovisual se tornou uma poderosa arma das ditas Fake News, que disseminam conteúdos anticiência, contra a Constituição e os Direitos Humanos.

Eu sou o Walk, realizador e educador audiovisual, e hoje vou apresentar o projeto Alfabetização audiovisual na era das Fake News, que ensina os mecanismos de manipulação audiovisual para ressaltar a responsabilidade de todos nós enquanto criadores, consumidores e difusores de conteúdo.

Educação de base deve passar pelo audiovisual

O audiovisual agora é parte da nossa rotina. Estamos imersos num mundo de sons, cores e imagens em movimento. Isso teve início no século 20, quando a televisão acelerou o desenvolvimento da linguagem audiovisual.

Hoje, a tecnologia dá cada vez mais acesso a meios de produção audiovisual, mas também nos defronta com a dificuldade em traçar a barreira entre a informação e a construção narrativa criada a partir dessa informação.

A cadeia sobre a qual se apoiava o fazer cinematográfico, com diferentes agentes responsáveis pela produção, distribuição e exibição, já não é exclusiva. Hoje, uma única pessoa pode produzir, usar uma plataforma para exibir e distribuir sua produção nas redes sociais.

É nesse contexto que o audiovisual se tornou um dos tentáculos das Fake News, conferindo através da manipulação da gramática audiovisual um verniz de legitimidade a tópicos anticiência, contra a Constituição, contra os Direitos Humanos, entre outros conteúdos prejudiciais.

Assim, nossa responsabilidade enquanto atores desse processo se dá em todas as esferas: na produção, no consumo crítico e checagem de fontes e na difusão consciente dessas produções.

O projeto Alfabetização audiovisual na era das fake news nasce desse senso de responsabilidade enquanto cidadão consciente do alcance e da responsabilidade da minha produção audiovisual, assim como da minha difusão de outras produções.

O projeto se divide em várias frentes, sendo a primeira delas a sistematização desse processo de alfabetização em forma de uma oficina cultural.

Saindo da caverna

Neo no reflexo dos óculos de Morpheus escolhendo a pílula vermelha
Cena do filme Matrix: alusão ao mito da caverna de Platão.
Na obra A República, o filósofo grego Platão cria a alegoria de várias pessoas presas numa caverna sem poder ver o mundo exterior, apenas as sombras projetadas em uma parede. Essas pessoas, que não conhecem nada além dessas sombras, creem que elas são a realidade e não uma versão distorcida da mesma.

Da mesma forma, uma vez que se nasce imerso e atuante no mundo audiovisual (ainda que nem sempre conscientemente), torna-se difícil lançar sobre ele visão crítica. Fica evidente a importância de difundir o audiovisual como um processo de construção, onde o produtor manipula e, muitas vezes, distorce o significado do material.

homem subindo escadaria e tocando parede onde há um céu pintado
O show de Truman é outra alusão ao mito da caverna, representada no filme justamente por um programa de televisão do qual Truman não sabe que é protagonista.

O processo de alfabetização audiovisual visa apresentar às pessoas os elementos básicos da manipulação audiovisual e incentivar o uso desse ferramental para a leitura crítica e a produção e disseminação de conteúdos conscientes.

A proposta é apresentar um caminho para que as pessoas não apenas saiam da caverna, mas também não deixem que outras pessoas continuem ou caiam nela.

O ABC do audiovisual

No livro A linguagem secreta do cinema Jean-Claude Carrière faz uma reflexão sobre a chamada “gramática da linguagem audiovisual”. Essa linguagem não serve apenas para nos contar histórias, ela também é utilizada para vender um ponto de vista, nos convencer, e ao longo da história foi moldando-se às necessidades e valores dos diferentes povos e épocas.

Precisamos, então, iniciar o processo de “alfabetização audiovisual”, apresentando os mecanismos através dos quais se dá a manipulação da informação e criando consciência de seu alcance e gravidade.

Reaprendendo a ler e a escrever com as imagens e os sons

O processo de alfabetização audiovisual passa por duas linhas de aprendizado: a primeira, mais técnica, diz respeito à dissecação de um produto audiovisual em sequências, cenas, planos e quadros e as respectivas ferramentas que podem ser aplicadas a cada uma dessas, assim como as ferramentas de manipulação dos aspectos sonoros dessa obra.

A segunda, com viés sociocultural, baseia-se na leitura crítica dessa obra a partir não apenas do estudo de suas partes e do todo, mas também da análise de sua inserção dentro do contexto histórico, político e econômico.

Esse aprendizado se dá através do consumo e discussão de trechos de filmes, matérias jornalísticas, programas de televisão e vídeos da internet, da discussão em grupo e da prática básica de produção de vídeos.

Algumas ferramentas e formatos audiovisuais são debatidos, instigando a discussão de que essa “gramática audiovisual” pode ser (e é) utilizada no sentido de conformar ou até mesmo distorcer a mensagem através dos recursos de transformação — principalmente a montagem, para provar um ponto de vista.

Na prática

mulher e homem montando dispositivo com lâmpadas
Alunos em aula prática da oficina de alfabetização audiovisual.

Como projeto final, os participantes fazem uso do conhecimento adquirido em conjunto e de seu próprio repertório pessoal para criar, em grupos, breves materiais audiovisuais através da montagem de material captado por eles próprios — contando uma história, defendendo um ponto de vista ou, até mesmo, gerando sentimentos através da abstração.

Esse exercício visa dar aos participantes a noção de como se dá o processo de produção audiovisual e explicitar a responsabilidade que cada um de nós tem enquanto agente ativo da cadeia audiovisual, seja assistindo, distribuindo — direta ou indiretamente — ou produzindo conteúdo.

O objetivo final é o entendimento de que através da manipulação um ponto de vista pode ser vendido a despeito de preceitos básicos que o contradigam ou dos fatos mais ou menos objetivos que o material bruto pode oferecer quando analisado sem o adorno desses recursos.

Espera-se, assim, que as sementes do olhar técnico e do pensamento crítico resultem em posturas sociais e artísticas mais responsáveis no que tange à expressão e à leitura do audiovisual.

Pretende-se que essa postura não se desenvolva apenas individualmente mas também em grupo, nos debates ao longo do projeto, e que seja possível verificá-la na apresentação dos exercícios práticos e na posterior discussão em relação a eles, analisando os temas, conteúdos, formas e ferramentas escolhidas para a realização dos mesmos.

Balanço dos primeiros resultados

pessoas em sala de aula com cartaz na porta

O projeto de oficina cultural Alfabetização audiovisual na era das Fake News, vencedora de edital na cidade de São Carlos (chamada pública nº 04/2022), foi contratada pela Secretaria de Esportes e Cultura da cidade em 2023.

Ao longo do primeiro ano, os resultados positivos renderam também a contratação de uma versão compacta para duas apresentações durante a "Parada Pedagógica de Educação Infantil" da cidade, em 2023, e para o 1º Congresso Brasileiro de Pesquisa, Inovação Tecnológica e Práticas Pedagógicas (I COBPIT), em 2024.

As primeiras sementes

Durante o primeiro ano de aplicação da oficina alunos regulares e esporádicos de 9 a 28 anos participaram das aulas, assistindo conteúdo e discutindo aspectos como montagem, uso do som, contexto histórico e sociocultural, roteiro e possíveis interpretações dos mesmos.

Foram seis meses de aulas semanais ministradas em um espaço público (CEU das Artes), saídas fotográficas e videográficas para estudo de técnicas de captação na prática e a gravação do projeto final em locação escolhida pelos alunos.

Destaca-se o comentário de um garoto de 10 anos que durante discussão sobre o que é uma "Fake News" (termo que até então desconhecia) levantou a mão e perguntou:

Quer dizer então que se alguém me mostrar um vídeo falando alguma coisa sobre cachorro, eu tenho que perguntar pro meu tio veterinário se aquilo é verdade antes de sair falando pros meus amigos?

Esse comentário espontâneo de uma criança prova que a simples discussão do problema causa uma tomada de consciência de que ele existe e de como deve ser combatido.

Os primeiros frutos

O trabalho final da primeira turma, Fake Nilson: tudo o que ele toca vira fake, foi exibido em dezembro de 2023 no Centro Municipal de Artes e Cultura (CEMAC) de São Carlos e gerou importantes discussões entre o público em conversa realizada após a exibição.

Os bons resultados renderam nova contratação da oficina pela prefeitura municipal de São Carlos para o ano de 2024, com proposta reformulada para atender demandas específicas da região onde as aulas serão ministradas.

Se interessou pelo projeto?
Me siga no Instagram para ficar por dentro ou entre em contato e saiba mais em www.walklenguer.com/projetos/alfabetizacao



sexta-feira, 29 de setembro de 2023

O que são fake news?

papel com o termo fake news impresso em vermelho sobre jornais amassados

Apesar de ser um termo que data de antes do início do século passado, as fake news ganharam força nos últimos anos. Mas por quê? E como identificar e nos precaver delas?

Eu sou o Walk, realizador e educador audiovisual, e neste texto falaremos sobre o que são e como podemos combater as fake news.

O que são fake news?

Fake news é um termo em inglês que significa literalmente notícia falsa. O termo é utilizado para nomear uma informação falsa veiculada como se fosse verdadeira.

Essas falsas notícias se tornaram um poderoso meio para espalhar mentiras a respeito dos mais variados temas, incitar ataques contra pessoas e instituições e disseminar a desinformação, as teorias da conspiração e conteúdo anti-ciência.

O meio é a mensagem

As informações que chegam até nós por qualquer meio, seja através de uma fofoca de bairro que atinge um ouvinte por vez ou de um telejornal com uma audiência de milhões de telespectadores, são compostas basicamente de forma e conteúdo.

O filósofo canadense Marshall McLuhan escreveu que "O meio é a mensagem", ou seja, cada meio de comunicação possui características próprias. Assim, o simples fato de escolher um meio para propagar sua mensagem de certa forma já afeta seu conteúdo.

As fake news emprestam uma forma conhecida para espalhar um falso conteúdo. Por exemplo: uma "notícia" falsa dizendo que o aquecimento global não existe escrita em formato de matéria jornalística.

Isso potencializa as chances do público acreditar naquela informação, uma vez que ela chegou àquele público de maneira orgânica, num formato que as pessoas estão acostumadas a receber, confiar e disseminar.

Fake news na internet

homem olhando smartphone sobre fundo escuro

A internet possibilita a formação de nichos: perfis, páginas e canais criados especificamente para determinados grupos sociais onde se dividem e debatem notícias e informações que são do interesse de seus integrantes.

É nesse ambiente que as fake news são mais disseminadas, aproveitando-se da pré-disposição das pessoas em acreditar em notícias com determinado viés ou distribuídas por determinadas fontes.

Na era dos "influenciadores digitais" isso ganhou uma proporção avassaladora, já que muitas vezes os próprios influenciadores podem espalhar informações incorretas para seus "seguidores" por ma-fé ou mesmo porque eles próprios acreditaram naquela informação.

Um exemplo de disseminação involuntária de informação falsa são algumas das inúmeras páginas, sites e canais de "curiosidades" que muitas vezes propagam mitos, achismos ou até mesmo teorias da conspiração.

Esse tipo de página não é necessariamente nociva quando avisa que aquelas informações são especulativas e podem não ser verdadeiras, mas muitas dessas páginas entregam conteúdo sem avisar sua audiência que aquilo se trata de mero entretenimento.

Fake news no audiovisual

Desde os tempos das cavernas, quando contávamos histórias ao redor da fogueira até os tempos atuais, em que literalmente temos as histórias na palma de nossas mãos, nós buscamos as narrativas e tendemos a acreditar nelas.

O audiovisual é uma poderosa ferramenta na disseminação das fake news, uma vez que alcança a todos. Através dele, seja jovem ou idosa, letrada ou analfabeta, qualquer pessoa exposta ao conteúdo irá absorvê-lo de maneira rápida e eficaz, e o pior: é um potencial soldado — consciente ou não — do exército da desinformação.

A questão tende a se agravar com os avanços consideráveis em pesquisas e desenvolvimento de tecnologias como o Deepfake, que utiliza Inteligência Artificial para, entre outros fins, trocar rostos e vozes de pessoas em vídeos, alcançando resultados impressionantes, como o vídeo abaixo.


Exemplo de Deepfake.

No alvorecer da Era Digital, com o advento de softwares de manipulação de imagem como o Adobe Photoshop, aprendemos a não confiar em tudo o que vemos. Agora, nesse novo momento, com o desenvolvimento de tecnologias de Inteligência Artificial, devemos aprender a não acreditar em tudo que se mexe.

Como não cair em fake news?

smartphone com fake news na tela dentro de uma armadilha para urso

Nunca na história da humanidade se produziu tanta informação. cada ser humano é um potencial criador de conteúdo. Nesse contexto, como podemos não ser vítimas das fake news?

Segue uma lista de atitudes que vão te ajudar a não cair nem disseminar a desinformação:

Desconfie de tudo

Exercite seu senso crítico: nunca acredite em nenhuma informação de primeira, por mais que essa informação tenha chegado a você por fonte confiável. Lembre-se de que a sua fonte pode ter sido enganada.

Se essa informação chegou até você por um canal não oficial, através de redes sociais ou aplicativos de mensagens, desconfie em dobro!

Cheque a fonte

Recebeu o link de alguma notícia ou vídeo e está pensando em passar adiante? Antes cheque a fonte: descubra se é um canal confiável ou se é um especialista falando. Pesquise na internet sobre o site, instituição ou pessoa que está disseminando essa informação.

Busque outras fontes

Antes de passar um link, vídeo ou informação adiante, procure outras fontes sobre a mesma notícia ou informação. Busque saber se outro meio de comunicação ou especialista na área deu a mesma notícia e se essas informações batem.

Cheque em páginas especializadas

Existem páginas que podem te ajudar a saber se uma notícia é falsa. Muitas vezes essas páginas são mantidas por grandes meios de comunicação e têm equipes especializadas. Algumas delas são:

Aos fatos

Fato ou fake

Estadão verifica

Lupa

Peça a opinião de um especialista

Principalmente se a notícia ou informação recebida for de uma área específica (como saúde, política ou um área técnica) busque saber se algum especialista naquela área se posicionou a respeito ou citou o caso em suas redes sociais.

Não dissemine informação antes de checar

Numa época em que todos nós somos potenciais influenciadores a dica mais importante é essa: nunca dissemine nenhuma informação, vídeo, notícia ou link sem antes ter a certeza de que não se trata de fake news!

Se você atirar em alguém "sem querer" o fato de não ter a intenção não fará com que a pessoa não se machuque. Da mesma forma, ignorar a falsidade de uma informação não fará com que ela se torne verdadeira ou perca seu impacto.

Entendendo o nosso papel

Precisamos entender a nossa responsabilidade enquanto agentes disseminadores de informação. Um mundo mais honesto parte de cada um de nós, do cuidado pessoal que temos ao disseminar informações.

Assim como cada papel jogado na calçada contribui para o entupimento de um bueiro, cada fake news, por menor que seja, contribui para um mundo com mais desinformação, um mundo mais instável e vulnerável.

Espero que este texto tenha ajudado livrar o mundo, um pouquinho que seja, da desinformação. Acompanhe o blog para mais informação de qualidade e dê um pulinho no nosso canal do Youtube.

Até mais!